Malefícios do esporte

Sempre ouço que a prática do esporte faz bem à saúde, que devemos manter o hábito de correr, nadar, bater uma bolinha uma vez por semana, frequentar academia, e que tudo em excesso faz mal.

Descobri um livro chamado Esporte Mata, onde o médico mineiro José Roiz defende sua teoria de que isso tudo está invertido. Praticar futebol, nadar, correr, faz muito mal à saúde. Segundo o livro, só devemos praticar um tipo de flexão descrita por ele, a caminhada moderada, e se necessário algum exercício para se corrigir postura, que seja um jogo pacato de voleibol.

O Dr. Roiz explica tudo desde o princípio. O sangue supre as células com oxigênio, o esporte aumenta a necessidade de oxigênio, o coração trabalha mais para bombear mais sangue, as células hipertrofiam  e sofrem consequências por isso, a prática do esporte cessa e o corpo ainda precisa voltar ao normal aos poucos… Há uma série de variáveis consideradas. Não é só uma hipótese. Os argumentos são bastante claros e filosoficamente aceitáveis: Não nascemos para isso.

As propagandas de material esportivo costumam ser muito bem produzidas. Uma mais recente, da Olympikus, me chamou a atenção. O texto narrado é o seguinte:

“O ser humano foi criado para se movimentar. Para garantir isso, o corpo produz uma substância chamada endorfina. Um hormônio transportado pelo sangue que age no cérebro, gerando uma espécie de vício em movimento. Ela traz prazer e bem-estar durante e depois de qualquer atividade física.”

A morfina é uma medicamento utilizado no tratamento da dor, e era utilizada (ou ainda é?) por soldados em campo de batalha para amenizar o sofrimento de um ferimento. O efeito é de anestesia, sono, sedação, tal que  o nome da substância foi dado em homenagem a Morfeu, filho do deus do sono (mitologia).

A endorfina é nossa “morfina interna”. O corpo produz essa substância nos momentos de tensão, mas o “prazer” significa o alívio do sofrimento do corpo e deriva da dopagem provocada pela endorfina. Não é simplesmente uma “sensação boa”, mas um paleativo para o problema do estresse sofrido (termo muito usado no livro).

Resumindo: o esporte é mais um desejo de publicidade do que um prática saudável. Aos que, a princípio discordam, recomendo que leiam o livro e depois voltem ao texto da Olympikus.

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