A propaganda é a alavanca do negócio

A relação conteúdo-anunciante é de simbiose. É uma permuta de tal nível, que é difícil dizer quem atrai quem. O fato é que a coexistência promove o sucesso de ambos, pelo menos no mercado que conhecemos hoje.

O conteúdo atrai o consumidor, a quem é apresentado, geralmente contra sua intenção, uma marca de uma empresa, enquanto esta marca financia o conteúdo ao qual quer ser associada. O anunciante costuma procurar aquele conteúdo cujo público seja do perfil de consumo de seu produto (cerveja para homens, produtos de beleza para mulheres, brinquedos para crianças). O objetivo é tornar sua marca conhecida, também conhecido o nome seu produto, sendo ele, então, o mais vendido e mais rentável de se produzir.

Não conseguimos fugir dos logotipos

Os produtos sofrem mudanças em suas embalagens, composição, quantidade e tecnologias empregadas de acordo com a necessidade de cada empresa produtora (Veja nosso comentário sobre aditivos em alimentos aqui). Essas mudanças costumam diminuir a qualidade, tentando manter o máximo de características originais, em prol do lucro.

Daí que, mesmo com uma qualidade inferior, é necessário manter a imagem pública que o produto possuía antes.

A propaganda torna um produto conhecido, quando o certo seria que ele se tornasse reconhecido. Se houvesse qualidade, durabilidade, custo-benefício, não seria preciso tanta propaganda. A imagem da opção pelo melhor produto é fabricada. Veja o caso dos autores Dan Brown (O Código Da Vinci), Stephenie Meyer (Crepúsculo) e J. K. Rowling (Harry Potter). Qual era a imagem destes autores no Brasil antes do lançamento dos livros? Praticamente nula. Não são autores de best-sellers, apesar de serem classificados como tal, porque não conquistaram a fama por si, e sim a base de publicidade, do tipo que faz os mais desavisados se questionarem “Se tanta gente está lendo, deve ser algo que valha a pena”.

No caso destes livros, foi feito apenas um bom investimento em publicidade. Por isso dizem que só ganha muito dinheiro quem já tem dinheiro…

Nos últimos anos a internet tem se mostrado uma grande aliada na divulgação tanto de conteúdo como de produtos, por causa do baixo custo e do grande alcance, além da interatividade. No Brasil, a grande maioria da população ainda não utiliza os recursos mais avançados da internet, também porque não acessa muitos sites em inglês, o que deixa a publicidade convencional como principal meio.

Dia 10 de maio foi ao ar no programa CQC, pela Band, uma matéria onde foi fabricada uma celebridade. Apenas por ter sido entrevistado pelo repórter do CQC um produtor do programa conseguiu entrar em eventos sociais reservados passando pela segurança, foi muito bem recebido em uma casa noturna e conversou com outras pessoas da mídia (que ainda afirmavam conhecê-lo e ao seu trabalho).

Um dia antes desta postagem, arrisquei enviar três mensagens por Messenger, divulgando o blog. A publicidade funcionou, resultou em seis acessos, mas como somos apenas um blog de opinião, não obtive lucro.

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