Comentários sobre estatísticas e eleição 2010

Eleições. Particularmente, não me atrai os discursos ou entrevistas de candidatos que falam com aquele tom de texto feito, que sempre trazem os número para comprovar que “no meu governo, tivemos redução de 40% no índice de criminalidade”. Aí o mesmo candidato sugere, para que reduzir ainda mais esse número, que aumentará o efetivo policial, o número de viaturas, os salários…

De nada serve informar uma diferença nas porcentagens sem explicar todos os fatores envolvidos no evento matemático que se apresenta. Mais hospitais não significam mais saúde. A queda da violência pode estar vinculada a, por exemplo uma melhora na economia, que gerou mais empregos, ou um avanço tecnológico dos sistemas de segurança de residências, automóveis, celulares, ou até, acredite, à legalização do aborto. Steven Levitt, autor de Freakonomics (um livro interessantíssimo sobre todo tipo de estatística, recomendamos para todos) explica com sua teoria, por exemplo, que crianças indesejadas poderiam sofrer com a criação familiar e, por consequência, tornarem-se criminosos, daí ilustrando a queda da criminalidade com dados dos estados norte-americanos onde o procedimento médico foi legalizado. Aqui ele usa diversos levantamentos estatísticos, e não apenas um número. Mas canditado é candidato. E aproveitando o gancho deste…

Geraldo Alckmin, aspirante ao governo de São Paulo pelo PSDB, hoje em entrevista a Rádio Band News FM, propõe um cartão subsidiado totalmente pelo governo, com o qual os idosos poderão freqüentar academias particulares nos horários alternativos. Exagero expor um projeto desse jeito. Parece palavra de quem já está eleito. Ele está à frente nas pesquisas, mas não faz diferença para esta opinião.

Para justificar o projeto, uma linda frase: “O corpo humano é 70% água, e água parada estraga”. Se ouvisse meu médico dizendo isso… Medooooo!

Uma pesquisa do Vox Populi sobre intenção de votos mostra, Aloízio Mercadante, que deveria ser o principal oponente de Alckmin, com 18%, contra 47% do tucano. Acredito ter sido uma escolha ruim do PT. Mercadante nunca teve popularidade suficiente no estado, e seu desempenho em debates e entrevistas não chama muita atenção.

Por outro lado, esperava que Paulo Skaf (PSB) apresentasse uma porcentagem maior de eleitores. Assisti a algumas entrevistas e, ao menos, demonstra ser muito bem informado.

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