“Por que Crepúsculo me fez querer sair do meu emprego”

Sempre que acesso minha conta do blog, a página inicial do portal WordPress sugere alguns posts em destaque, e de vez em quando costumo fazer alguma visita em blogs internacionais, quando a “manchete” me atrai.

Ontem caí em um post chamado Why Twilight Makes Me Want to Quit My Job (em português, Por que Crepúsculo me fez querer sair do meu emprego), do blog Queen Samantha.  Abaixo (tradução livre) um trecho curioso de uma revelação trazida a alguém por um filme comum de trilogia. Ótimo.


Em primeiro lugar, os livros me alertaram para quão pouco tempo temos para tornar nossas curtas vidas agradáveis. A justaposição das vidas de humanos e vampiros é forte. A vida humana é curta, apesar de nossas boas intenções, somos provavelmente insignificantes perante o projeto do Universo. Morreremos antes de ter a chance de realizar feitos significativos em nossa vida. Antes, eu via minha fungibilidade vinculada ao meu trabalho de âmbito jurídico. De repente “SURPRESA, SAMANTHA!”, diz o Universo, “Eu concordo com seus chefes – sua vida é intrinsecamente irrelevante”

Infelizmente, o mais significativo de nossos atos será procriar, o que, coincidentemente, é o mais importante para os animais – como o Pinguim-de-magalhães, por exemplo. Humanos, no entanto, não estão ameaçados de extinção. Somos parasitas e seria mais interessante se não procriássemos. Então, qual o problema?

Comparando a condição humana que acabamos de descrever com a os vampiros em Crepúsculo, que são imortais, e além disso nem precisam dormir. Quantos idiomas Edward fala? Seis? Não que os idiomas façam da sua vida significativa, mas ele ao menos teve oportunidade de compreender o mundo. Ao menos pode apreciar plenamente o porquê de sua vida ter sido inútil. Mais significativamente, talvez, ele tinha uma quantidade infinita de tempo para sugar o que podia da vida (sem trocadilhos).  Minha angústia existencial se evaporaria em face de todo esse precioso tempo. Por outro lado, eu estive à deriva em minha vida, em piloto automático, geralmente infeliz, sem entender a condição humana, em um trabalho que me seca a alma, esperando o próximo item da lista: estabilidade financeira (OK); casamento (OK); filhos; estudo dos filhos; aposentadoria; morte. Minha insignificante vida foi viver comigo mesma. Queria saber o que poderia tornar minha reles vida em algo significativo.

(…)

A saga Crepúsculo (e talvez também o ato de me casar, que marca por si uma passagem de tempo) despertou-me para a realidade. Viver no piloto automático – geralmente opaco, às vezes miserável, e ocasionalmente feliz – não é mais uma opção. Estou consciente de cada momento desperdiçado. É tempo de mudança.

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