Atraso, memória, e muita informação

Em primeiro lugar, me desculpem por ficar tanto tempo sem postar nada, mas a vida particular e a profissional estavam me impedindo de aprofundar os assuntos mais interessantes e elaborar qualquer opinião…

Tive a chance de retomar o trabalho daqui hoje, com um comentário sobre a memória e a informação.

Já ouvi falar de mitos derrubados da história brasileira, como o da Independência, que não seria tão majestoso como descrito no famoso quadro do Museu do Ipiranga. Ontem, no Programa do Jô, foi exibida uma entrevista com o jornalista Leandro Narloch, que lançou um livro sobre muitas dessas disparidades que aprendemos na escola. Não sei como isso é permitido à infância nacional.

O caso estudado que mais me chamou a atenção foi o da “Máfia do Aleijadinho”. Onde Leandro descreve uma proliferação de obras erroneamente atribuídas ao artista barroco, tanto por engano como por fraude. Ele cita também que só teve conhecimento de seis recibos com a assinatura do artista. Tão poucos documentos quase impossibilitam a descoberta real da vida de uma pessoa. Em resumo, boa parte da história brasileira tende a ser “conjecturada”, para não usar a palavra “inventada”.

Se olharmos para trás em uma linha do tempo é incrível verificar como a comunicação (falando em velocidade e alcance) mudou de maneira crescente e progressiva. Quando falo em século XIX, não imagino que os registros dessa época possam ser tão difíceis de encontrar e de tão pouca confiabilidade como os de três ou quatro séculos antes. Haviam registros oficiais, sim, mas também histórias de boca-a-boca ou informações que ficaram sem uma base oficial. Estas pode ter interferido muito na verdadeira memória.

Naqueles tempos jamais poderiam ter uma noção do rumo da civilização e de como viveríamos hoje em dia. Excluída, então, essa “infra estrutura” de pensamento, a história pode ter sido escrita apenas para o momento, abrangendo algumas décadas adiante. Não para os seres do futuro, que assistem à entrevista no sul, enviam um link para um amigo no norte, que clica em forward para seu tio que mora na Itália.

Quero dizer que, possivelmente, não houve uma preocupação tão grande em se fazer entender. Deixar tudo pronto para que o próximo venha a entender o que está escrito. Só para lembrar, este é só o meu ponto de vista. Por favor, Leia o livro para saber a opinião do autor.

Realizar uma pesquisa nos dias de hoje, é menos buscar uma informação, e mais filtrar o mar de dados existentes na internet e registros impressos.

Quando você repassa aquele anexo, ou o texto do principal jornal da cidade aparece em diversos outros sites, e as músicas são compartilhadas, os filmes ficam disponíveis para download. As informações estão mais do que quadruplicadas. Se imprimíssemos os documentos, notícias de portais, e-mails, fóruns, redes sociais, blogs, e empilhássemos tudo, qual seria a altura que esses papéis alcançariam?

Parece que há mais espaço virtual do que físico. Quando criarem os chips sensoriais unidos à realidade virtual, poderemos viver em um mundo virtual. Estamos próximos da Matrix.

Talvez eu desenvolva melhor esse assunto numa outra oportunidade.

 

(Revisado e alterado dia 10 de dezembro de 2010)

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